Dúvidas antes da consulta.
Respostas sobre agendamento, teleconsulta, documentos e privacidade.
Tempo para uma avaliação cuidadosa.
A consulta tem duração fixa?
Não há duração rígida. O tempo acompanha a complexidade e as necessidades clínicas, sem significar atendimento ilimitado.
Se houver necessidade de aprofundamento, serão combinadas as próximas etapas. Anotar previamente suas principais dúvidas ajuda a organizar a conversa e a identificar o que precisa de atenção primeiro.
Existe retorno presencial?
Atualmente, o atendimento é exclusivamente por teleconsulta, quando adequada à situação clínica.
Quando houver necessidade de exame físico, procedimentos ou outros recursos, será orientada assistência presencial.
Prescreve medicamentos?
Somente quando houver indicação clínica e forem atendidos os requisitos profissionais e legais. A consulta não garante prescrição.
A decisão considera benefícios, riscos, interações, contraindicações e alternativas. Informe todos os medicamentos e suplementos que utiliza, além de alergias e reações anteriores. Você poderá esclarecer o objetivo da conduta e como será acompanhada.
Atende convênios?
O atendimento é particular. Antes de confirmar, esclareça valores, formas de pagamento, o que a modalidade inclui e as condições de retorno, remarcação e cancelamento. Assim, a organização do cuidado começa com expectativas alinhadas.
Quando aplicável, pode ser fornecido documento para solicitar reembolso à operadora, conforme suas regras e sem garantia de restituição.
A teleconsulta é adequada para todas as situações?
Não. A adequação depende do quadro, das informações disponíveis, da qualidade da conexão, da possibilidade de comunicação reservada e da necessidade — ou não — de exame físico e procedimentos.
O médico pode recomendar atendimento presencial antes, durante ou depois da teleconsulta sempre que isso for necessário para uma assistência segura.
Como devo me preparar para a teleconsulta?
Escolha um ambiente silencioso e privado, utilize conexão estável e mantenha o dispositivo carregado. Tenha disponíveis documentos de identificação, lista de medicamentos em uso, alergias conhecidas, exames relevantes e informações sobre tratamentos anteriores.
Evite participar dirigindo, em local público ou sem condições de confidencialidade. Se a conexão impedir a conversa, utilize o canal de agendamento para combinar a retomada ou reorganização. Havendo risco imediato, procure assistência de urgência sem aguardar resposta por mensagem.
O WhatsApp substitui uma consulta?
Não. O WhatsApp é destinado ao contato inicial e a comunicações administrativas relacionadas ao atendimento. Mensagens isoladas não permitem, por si só, uma avaliação clínica completa e não devem ser utilizadas para urgências ou emergências.
O atendimento é indicado para urgências em saúde mental?
Não. Situações com risco imediato, ideação ou tentativa de suicídio, agitação intensa, confusão, intoxicação, perda importante de contato com a realidade ou risco para terceiros exigem assistência de urgência presencial.
Nesses casos, procure imediatamente uma UPA ou hospital. Em risco iminente, acione o SAMU pelo número 192. O site e o WhatsApp não oferecem monitoramento contínuo nem resposta emergencial.
Como são protegidas as informações da consulta?
As informações necessárias ao cuidado são tratadas sob dever de sigilo profissional e registradas conforme as exigências aplicáveis. Recomenda-se que o paciente também participe de um ambiente privado, use dispositivo pessoal protegido e não compartilhe links ou credenciais de acesso.
Como participo das decisões sobre o atendimento?
Antes de concordar com a teleconsulta, esclareça seu funcionamento e seus limites. Paciente e médico podem optar pela interrupção do atendimento remoto e pela consulta presencial, respeitando o consentimento previamente estabelecido.
Durante o encontro, informe suas prioridades e solicite esclarecimento sobre qualquer orientação. Não é necessário chegar à consulta com todas as dúvidas organizadas; elas podem ser construídas ao longo da conversa.
Referência: Resolução CFM nº 2.314/2022, art. 6º, § 5º.
O acompanhamento prolongado pode ser exclusivamente remoto?
A continuidade precisa incluir avaliação presencial conforme as necessidades e os requisitos aplicáveis. Para doenças crônicas ou acompanhamento de longo prazo, a Resolução CFM nº 2.314/2022 prevê consulta presencial com o médico assistente em intervalos não superiores a 180 dias.
Este serviço oferece agendamento por teleconsulta. A organização da assistência presencial necessária deve ser esclarecida com o médico; a oferta remota não substitui essa etapa.
Referência: Resolução CFM nº 2.314/2022, art. 6º, §§ 2º e 3º.